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GastroenterologiaG-EPV155

IMPACTO DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS NA VIDA ÍNTIMA DE ADOLESCENTES E JOVENS ADULTOS: DESENVOLVIMENTO DE UM BREVE QUESTIONÁRIO DE TRIAGEM

Objetivos e Estudo

A exploração da vida romântica geralmente ocorre durante a adolescência, e pode ser interrompida pela DII. Portanto, é possível que a doença possa afetar a vida íntima de adolescentes com a condição, mesmo antes de iniciarem sua jornada sexual. O objetivo deste estudo foi descrever as dificuldades encontradas por adolescentes e jovens adultos com DII em suas vidas íntimas, antes do início da atividade sexual, por meio de entrevistas individuais para elaborar um questionário medindo a qualidade de vida relacionada à vida íntima adaptada para adolescentes e jovens adultos.

Conclusões

Muitos adolescentes sofrendo de DII, parecem desinteressados na perspectiva de se envolverem em relacionamentos íntimos e a doença, especialmente diarreia e dor abdominal, pode ser uma preocupação para a vida íntima. Dado o número substancial de adolescentes não inclinados a iniciar suas vidas íntimas nesta idade, a equipe multidisciplinar desenvolveu um breve questionário para avaliar o interesse do adolescente pela vida íntima, com o objetivo de auxiliar os clínicos a abordar o tema durante as consultas.

Nossa
Opinião

Maiores barreiras: dor abdominal e diarreia. Ressalto ainda: preocupações com imagem corporal, IMC e autoestima.

GastroenterologiaG-PP021

ATUALIZAÇÃO DE 17 ANOS DE ACOMPANHAMENTO DE UMA GRANDE COORTE DE CRIANÇAS COM POTENCIAL DOENÇA CELÍACA

Objetivos e Estudo

A doença celíaca potencial (DCP) é caracterizada pela presença de uma sorologia associada à doença celíaca (DC) positiva e uma arquitetura duodenal normal. O objetivo do nosso estudo foi analisar as características clínicas, imunológicas e histológicas em uma grande coorte prospectiva de crianças italianas afetadas por essa condição.

Conclusões

A DCP é frequentemente diagnosticada em crianças assintomáticas rastreadas por causa da familiaridade. Os pacientes podem permanecer potenciais por muitos anos, ou evoluir para dois cenários opostos: em 1/3 dos casos, eles pararão de produzir anticorpos apesar de comerem glúten, enquanto em outro 1/3 evoluirão para DC. A identificação de biomarcadores associados desde o diagnóstico à sua evolução é fundamental para decidir o manejo clínico mais adequado.

Nossa
Opinião

Grande coorte. Resultados pouco animadores. 30% da amostra evoluiu com doença celíaca e 30% da amostra negativou a sorologia e 30% continua sendo classificado como doença celíaca potencial. Ou seja: precisa continuar fazendo seguimento indefinido nesse subgrupo, principalmente se forem do grupo de risco aumentado para doença celíaca.

GastroenterologiaG-PP197

EXPERIÊNCIA REAL EM 10 ANOS COM A TERAPIA COMBINADA DE 8 SEMANAS COM AZITROMICINA-METRONIDAZOL EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DOENÇA DE CROHN

Objetivos e Estudo

Uma combinação de azitromicina e metronidazol (CD AZCRO) é uma terapia alternativa usada para induzir remissão em doença de Crohn pediátrica leve a moderadamente ativa(CD). A terapia padrão é administrada por 8 semanas com metronidazol diário com 5 dias de azitromicina por semana nas primeiras 4 semanas e depois 3 dias por semana nas últimas 4 semanas. Nosso objetivo era avaliar a eficácia e o perfil de efeitos colaterais do CD AZCRO em uma coorte pediátrica regional de CD.

Conclusões

Nossos dados do mundo real demonstram que o AZCRO representa uma terapia de indução alternativa para CD pediátrico leve a moderado, oferecendo benefícios em termos de custo e praticidade em comparação com o EEN e em termos de efeitos colaterais em comparação com os corticoides.

Nossa
Opinião

Difícil é encontrar um paciente com doença de Crohn leve na infância.

GastroenterologiaG‐EPP017

PAPEL DA BANANA VERDE NA GESTÃO DIETÉTICA PARA CRIANÇAS COM DIARREIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE

Objetivos e Estudo

As doenças diarreicas continuam sendo uma das principais causas de morbidade e mortalidade, especialmente entre crianças em países em desenvolvimento. Vários estudos comprovaram que a banana verde tem potencial terapêutico no tratamento da diarreia em crianças. Esta revisão sistemática comparou a eficácia da intervenção com bananas verdes e bananas não verdes como manejo dietético na diarreia em crianças.

Conclusões

O manejo dietético com bananas verdes é significativamente mais eficaz no tratamento da diarreia em comparação com a intervenção com bananas não verdes. Isso pode ser influenciado por um alto nível de pectina e amido resistente à amilose (ARS) nas bananas verdes, que podem estimular a absorção colônica de água e sal. Em conclusão, as bananas verdes podem ser usadas como preferência para o manejo dietético no tratamento da diarreia em crianças.

Nossa
Opinião

Intervenção considerada de baixíssimo risco e custo-efetiva. Efeito graças ao amido resistente e pectina.

GastroenterologiaG‐EPP030

IMPACTO DA INTERRUPÇÃO DO 5-ASA EM CRIANÇAS COM COLITE ULCERATIVA SOB TRATAMENTO BIOLÓGICO

Objetivos e Estudo

A Mesalazina (5-ASA) é recomendada como medicamento de primeira linha para induzir e manter a remissão em casos de colite ulcerativa (CU) leve a moderada, mas faltam indicações em relação ao seu uso em crianças com doença moderada a grave tratadas com biológicos. Nosso objetivo foi avaliar se a interrupção do 5-ASA pode impactar os resultados em crianças com CU tratadas com anti-TNFα.

Conclusões

Nossos dados sugerem que a interrupção do 5-ASA pode ter um impacto negativo no curso clínico de crianças com CU tratadas com anti-TNFα em termos de desfechos principais, especificamente reduzindo o risco de colite aguda grave, hospitalização e cursos de esteróides, particularmente nos primeiros seis meses de tratamento.

Nossa
Opinião

Essa prerrogativa já existe no manejo de adultos (se o paciente usa terapia biológica, talvez não precise de derivados do 5-ASA). Foi postulado que a proteção contra complicações era exclusivamente pelo controle da inflamação. Porém, nesse trabalho, o grupo que suspendeu o 5-ASA teve desfechos piores.

GastroenterologiaG‐EPP040

EFEITO DO SOBREPESO E OBESIDADE NA RESPOSTA À TERAPIA ANTI-TNF EM CRIANÇAS COM DII

Objetivos e Estudo

Devido à falta de dados pediátricos, este estudo visou avaliar o efeito da obesidade e do sobrepeso no início da resposta ao tratamento com terapia anti-TNF e na raridade de recaída.

Conclusões

Este estudo mostra que o sobrepeso/obesidade está independentemente associado a um maior risco de recaída. *Colaborador: Grupo de Estudo CEDATA

Nossa
Opinião

Grupo mais negativamente afetado (mais recaídas) pelo sobrepeso e obesidade: sexo masculino e retocolite ulcerativa.

GastroenterologiaG‐EPV006

QUAIS ASPECTOS ESCAPAM DA DETECÇÃO COM O DIAGNÓSTICO DE DOENÇA CELÍACA SEM BIÓPSIA?

Objetivos e Estudo

As diretrizes da ESPGHAN para o diagnóstico de doença celíaca (DC) em crianças ainda não foram implementadas em vários centros de gastroenterologia na Turquia. Em nosso estudo, o objetivo foi avaliar retrospectivamente os pacientes que se enquadram nos critérios da ESPGHAN para diagnóstico sem biópsia, mas que receberam um diagnóstico através de biópsia.

Conclusões

Embora o método sem biópsia permita um diagnóstico preciso na grande maioria dos pacientes, observa-se que condições que necessitam de tratamentos específicos, como o diagnóstico de H. pylori em regiões endêmicas ou esofagite eosinofílica, podem passar despercebidas. Além disso, embora raro, diagnósticos incorretos de DC podem ocorrer.

Nossa
Opinião

A estratégia de não fazer biópsia relaciona-se apenas com o diagnóstico não invasivo de doença celíaca. Ao não fazer biópsia, existe risco (embora seja baixo) de deixar passar outra condição que exija tratamento específico. No caso foi: infecção por H. pylori (8%) e esofagite eosinofílica (2%).

GastroenterologiaG‐EPV088

SÍNDROME DA ULCERA RETAL SOLITÁRIA: DESCOBERTAS CLÍNICAS, ENDOSCÓPICAS E HISTOPATOLÓGICAS EM 40 CRIANÇAS BANGLADESHES

Objetivos e Estudo

A síndrome da úlcera retal solitária (SRUS) é uma doença benigna de etiologia desconhecida. Sangramento retal é a apresentação clínica mais comum. O diagnóstico de SRUS é feito por meio de características clínicas, achados de colonoscopia e histopatologia típica. O objetivo do estudo é reconhecer a apresentação clínica, a experiência da colonoscopia e o diagnóstico histológico de crianças com SRUS.

Conclusões

O sangramento retal foi a queixa mais comum de apresentação. Úlcera única foi a descoberta mais frequente no exame de colonoscopia, seguida por lesão eritematosa, múltiplas úlceras e lesões polipoidais.

Nossa
Opinião

Sintoma mais comum: sangramento retal. Maior parte da amostra referia sensação de evacuação incompleta. Metade da amostra habitualmente fazia extração digital das fezes.

GastroenterologiaG‐EPV116

DISTÚRBIOS ORGÂNICOS SUBJACENTES À SÍNDROME DO VÔMITO CÍCLICO: UM ESTUDO MONOCÊNTRICO DA VIDA REAL

Objetivos e Estudo

A síndrome do vômito cíclico (SVC) é um transtorno do eixo cérebro-intestino. Embora o diagnóstico seja baseado em critérios clínicos, médicos podem recomendar testes adicionais para descartar possíveis causas físicas subjacentes para o vômito recorrente. O principal objetivo do nosso estudo foi identificar distúrbios orgânicos que possam estar causando a SVC. Além disso, procuramos encontrar fatores clínicos ou demográficos que possam ajudar a diferenciar pacientes com condições orgânicas.

Conclusões

Em nosso grupo de pacientes com SVC de início pediátrico, 6,1% foram encontrados com uma condição orgânica subjacente causando vômitos recorrentes. O ultrassom abdominal e a imagem da cabeça foram críticos no diagnóstico de alguns desses distúrbios orgânicos. Para outras doenças, dados anamnésicos e bioquímicos, assim como acompanhamento prolongado, foram necessários. A suspeita de um distúrbio orgânico deve ser levantada quando há variabilidade no tempo dos episódios de vômito.

Nossa
Opinião

Um dos maiores medos do gastropediatra: classificar como funcional uma doença orgânica. Nessa coorte, muitas etiologias distintas (o que destaca a importância de anamnese e exame físico bem feitos).

GastroenterologiaG‐EPV141

SUPRESSÃO ADRENAL EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL: UM ESTUDO DE COORTE EM UM ÚNICO CENTRO

Objetivos e Estudo

Até 75% dos pacientes pediátricos com doença inflamatória intestinal (PIBD) recebem esteróides sistêmicos. Os esteróides suprimem o eixo pituitário-adrenal resultando em supressão adrenal (AS) que impede uma resposta adequada ao estresse. Embora a AS possa ser assintomática, as características muitas vezes mimetizam as da DII (por exemplo, letargia, diarreia), portanto, identificar a AS precocemente é vital. Nosso objetivo foi determinar a prevalença de AS em uma população de PIBD seguindo esteróide para indução inicial ou surto da doença.

Conclusões

Quase um quarto dos pacientes de PIBD tratados com esteróides mostraram evidências de AS. Após o uso de esteróides, todos os pacientes devem ser considerados como adrenamente suprimidos até prova em contrário. Um protocolo formal em nossa instituição está agora em vigor e um monitoramento mais próximo é empregado.

Nossa
Opinião

1/4 (25%) dos pacientes evoluíram com insuficiência adrenal. O quadro clínico é muito variável, às vezes sutil e pode se assemelhar à atividade da DII.

GastroenterologiaG‐EPV152

BACTÉRIA LACTOBACILLUS EM UM PACIENTE COM DOENÇA DE CROHN DURANTE A AUTOADMINISTRAÇÃO DE PROBIÓTICOS

Objetivos e Estudo

Descrevemos o caso de um menino imunossuprimido afetado pela doença de Crohn de início muito precoce, que vivenciou uma sepse por Lactobacillus paracasei após iniciar a autoadministração de probióticos não farmacêuticos.

Conclusões

Lactobacillus é um habitante normal da flora gastrointestinal, mas pode causar bacteremia em pacientes imunossuprimidos. As doenças inflamatórias intestinais comprometem a integridade da mucosa gastrointestinal. Essa condição, além das terapias imunossupressoras, predisõe à translocação bacteriana para a corrente sanguínea e aumenta o risco de infecções sistêmicas.

Nossa
Opinião

No caso citado, a cuidadora que ofereceu por conta própria. Agora imagine se fosse prescrito por você ou autorizado (via pergunta corriqueira de WhatsApp)?

GastroenterologiaG‐EPV155

IMPACTO DAS DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS NA VIDA ÍNTIMA DE ADOLESCENTES E JOVENS ADULTOS: DESENVOLVIMENTO DE UM BREVE QUESTIONÁRIO DE TRIAGEM

Objetivos e Estudo

A exploração da vida romântica geralmente ocorre durante a adolescência, e pode ser interrompida pela DII. Assim, é possível que a doença possa afetar a vida íntima dos adolescentes com a condição, mesmo antes de iniciarem sua jornada sexual. O objetivo deste estudo foi descrever as dificuldades encontradas por adolescentes e jovens adultos com DII em suas vidas íntimas, antes do início da atividade sexual, por meio de entrevistas individuais para projetar um questionário medindo qualidade de vida relacionada à vida íntima adaptada para adolescentes e jovens adultos.

Conclusões

Muitos adolescentes que sofrem de DII, parecem desinteressados em prospectar envolvimento em relacionamentos íntimos e a doença, especialmente a diarreia e dor abdominal, podem ser uma preocupação para a vida íntima. Dado o número significativo de adolescentes não inclinados a iniciar suas vidas íntimas nesta idade, a equipe multidisciplinar desenvolveu um breve questionário para avaliar o interesse do adolescente pela vida íntima, visando auxiliar os médicos ao abordar o tema durante as consultas.

Nossa
Opinião

Maiores barreiras: dor abdominal e diarreia. Ressalto ainda: preocupações com imagem corporal, IMC e autoestima.

GastroenterologiaG‐EPV168

RESULTADOS SEMELHANTES SEGUINDO MONITORAMENTO TERAPÊUTICO PROATIVO VERSUS REATIVO PRECOCE EM CRIANÇAS COM DOENÇA DE CROHN INICIANDO INFLIXIMABE - UM ESTUDO RETROSPECTIVO DE UM ÚNICO CENTRO

Objetivos e Estudo

Os benefícios de uma estratégia de monitoramento terapêutico de drogas (TDM) proativa em comparação com uma reativa ao iniciar infliximabe (IFX) para o manejo da doença de Crohn são incertos. Avaliamos os resultados de 6 e 12 meses em crianças que iniciaram IFX com TDM proativo na semana 14 em comparação com aqueles sem TDM na semana 14.

Conclusões

Em crianças com doença de Crohn que iniciaram no IFX, o TDM proativo na semana 14 não foi associado a melhores resultados aos 12 meses em comparação com as crianças sem TDM na semana 14, e os níveis do medicamento IFX foram comparáveis. São necessários estudos prospectivos para identificar a estratégia TDM ideal.

Nossa
Opinião

Não houve diferença entre os grupos após 12 meses. Isso até nos conforta, pois o acesso ao estudo de nível sérico de infliximabe no Brasil ainda é muito difícil.

GastroenterologiaG‐EV006

TRICOBEZOAR TRATADO EFICAZMENTE COM INJEÇÃO ENDOSCÓPICA DIRETA DE COCA-COLA

Objetivos e Estudo

Tricobezoares (bezoares de cabelo) são principalmente observados em meninas adolescentes que puxam seus cabelos seguidos por sua ingestão. A remoção endoscópica de grandes tricobezoares é desafiadora, e essas massas muitas vezes requerem remoção cirúrgica. Recentemente, embora tenha sido relatado que a Coca-Cola poderia efetivamente dissolver fitobezoares (bezoar de plantas), ela foi ineficaz em dissolver tricobezoares. Até o momento, nenhuma reportagem descreveu especificamente o efeito terapêutico da ingestão oral de Coca-Cola e/ou injeção endoscópica em grandes tricobezoares. Reportamos o caso de uma menina de 9 anos com tricofagia em que a Coca-Cola foi diretamente injetada em um tricobezoar seguido pela remoção endoscópica bem sucedida da massa.

Conclusões

Nos deparamos com tricobezoares que eram difíceis de remover apenas por endoscopia, mas puderam ser removidos endoscopicamente injetando Coca‐Cola diretamente no bezoar, resultando no amolecimento da massa.

Nossa
Opinião

Foi usado no procedimento 500ml de Coca-Cola. Achei uma alternativa ótima frente à possibilidade cirúrgica.

GastroenterologiaG‐O008

USO DE MODELO DE SIMULAÇÃO INCLUINDO VÁRIAS VARIÁVEIS PARA ESTIMAR A ESTRATÉGIA ÓTIMA DE RASTREIO PARA DOENÇA CELÍACA NA INFÂNCIA

Objetivos e Estudo

A doença celíaca afeta 1-3% da população, mas a maioria dos pacientes permanece sem diagnóstico. O rastreio ativo poderia melhorar a prevalência clínica, porém os benefícios à saúde e a relação custo-eficácia do rastreio são modificados por diversos fatores. Avaliamos a estratégia de rastreio ótima utilizando um modelo de simulação refinado que combina esses vários aspectos.

Conclusões

A estratégia de rastreio populacional mais custo-eficaz para a doença celíaca é o rastreio serológico desalinhado único. As incertezas nos resultados refletem a falta de evidências suficientes e a necessidade de mais estudos.

Nossa
Opinião

Lembre-se que rastreios populacionais se baseiam em princípios de saúde coletiva. Muitas variáveis entram nessa conta: prevalência, incidência, fatores de risco, morbidade da doença e quem está pagando pelo rastreio.

GastroenterologiaG‐O009

LOCALIZAÇÃO DAS ALTERAÇÕES HISTOPATOLÓGICAS NAS BIÓPSIAS DIAGNÓSTICAS PARA DOENÇA CELÍACA PEDIÁTRICA

Objetivos e Estudo

Analisar retrospectivamente a localização das biópsias diagnósticas realizadas para doença celíaca, comparando especificamente a primeira e a segunda partes do duodeno (D1 e D2, respectivamente) dentro de um único centro pediátrico terciário no Reino Unido.

Conclusões

A vasta maioria dos pacientes neste estudo apresentou alterações diagnósticas no duodeno proximal, com mais de um terço apresentando alterações apenas no duodeno proximal e não no distal. Alterações solitárias em D1 foram notadas particularmente com níveis menores de TTG no diagnóstico. Esses dados sugerem que uma mudança na prática, para coletar rotineiramente mais amostras do duodeno proximal do que é atualmente sugerido pelas diretrizes da Sociedade Europeia de Gastroenterologia Hepatologia e Nutrição Pediátrica, pode ser indicada para aumentar a probabilidade de obter amostras diagnósticas durante a endoscopia.

Nossa
Opinião

Para levar para a vida prática: biópsia de bulbo duodenal é importantíssima. Endoscopistas tendem a não biopsiar muito essa região (questões técnicas e possível dificuldade de hemostasia). Cabe a nós reforçar a necessidade de coleta mínima de fragmentos. A biópsia costuma ser às cegas (sem acometimento macroscópico identificável) e a doença habitualmente tem acometimento descontínuo. Se você biopsiar pouco, certamente terá problemas para concluir o diagnóstico.

GastroenterologiaG‐O010

IL4 REDUZ A INFLAMAÇÃO INDUZIDA PELO GLÚTEN NA MUCOSA INTESTINAL DE PACIENTES COM DOENÇA CELÍACA: NOVA PERSPECTIVA TERAPÊUTICA PARA A DOENÇA CELÍACA

Objetivos e Estudo

Duas principais formas ocorrem na doença celíaca infantil (CD): CD aguda, caracterizada por anticorpos anti-transglutaminase tecidual positivos e presença de atrofia vilosa intestinal, e CD potencial caracterizada por anticorpos anti-tTG positivos mas arquitetura mucosa normal. Recentemente, observamos uma expansão anteriormente inexplorada de células T produtoras de IL4 nas biópsias intestinais de crianças com CD potencial que se correlacionou inversamente com os títulos de anticorpos anti-tTG e escores histológicos de dano mucoso, sendo sua frequência muito baixa em mucosas com atrofia vilosa (1-2). Neste estudo de acompanhamento, investigamos a função regulatória do IL4 em prevenir a resposta inflamatória ao glúten no intestino delgado celíaco.

Conclusões

Nosso estudo demonstrou uma função imunorregulatória até então inexplorada da IL4 na inflamação induzida pelo glúten na mucosa intestinal de pacientes com CD. Estudos destinados a dissecar o papel da IL4 na prevenção da atrofia vilosa em indivíduos predispostos à CD estão em andamento. Vitale S. et al. Eur J Immunol. 2019. Vitale S. et al. Pharmaceutics. 2021.

Nossa
Opinião

Futuro promissor. A doença celíaca é a única doença autoimune de tratamento exclusivamente dietético. Existe grande demanda dos pacientes por alternativa medicamentosa. Da parte dos médicos, existe a demanda de medicamentos que tratem adequadamente a doença celíaca refratária.

GastroenterologiaG‐O012

A TRANSGLUTAMINASE MICROBIANA PODE DESEMPENHAR UM PAPEL NA DOENÇA CELÍACA AO AUMENTAR A CAPTAÇÃO EPITELIAL DE PEPTÍDEOS DE GLIADINA

Objetivos e Estudo

A desamidação de peptídeos de gliadina mediada pela transglutaminase 2 (TG2) desempenha um papel crítico na patogênese da doença celíaca (DC). A TG2 é expressa pelas células epiteliais intestinais e tem uma função no transporte de peptídeos de gliadina dentro dos enterócitos. Além da TG2, a transglutaminase microbiana (mTG) pode estar envolvida na patogênese da DC. A mTG é usada como um aditivo técnico na produção de alimentos e também pode ser liberada por certas bactérias dentro da microbiota intestinal. Em contraste com outras transglutaminases, a mTG modifica os peptídeos de gliadina da mesma maneira que a TG2. Neste estudo, pretendemos investigar a afinidade da mTG e da TG2 por peptídeos de gliadina e a influência dessas transglutaminases na captação epitelial de peptídeos de gliadina.

Conclusões

A mTG mostrou uma maior afinidade por peptídeos de gliadina em comparação com a TG2. Além disso, a mTG aumentou significativamente a captação intestinal de peptídeos de gliadina em concentrações nanomolares. Esses dados sugerem um possível papel prejudicial da mTG no contexto da DC.

Nossa
Opinião

Cuidado para não espalhar pânico por aí. Transglutaminase microbiana é utilizada como aditivo alimentar para diversos produtos da indústria. O ensaio fotométrico mostrou reatividade cruzada importante. Porém, a validação na vida real ainda não existe.

GastroenterologiaG‐O015

EXPANDINDO AS INDICAÇÕES PARA DROGAS MODULADORAS DE CFTR NA FIBROSE CÍSTICA POR MEIO DO USO DE ORGANOIDES INTESTINAIS

Objetivos e Estudo

Os moduladores do regulador de condutância transmembrana da fibrose cística (CFTR) revolucionaram o gerenciamento da fibrose cística (FC), melhorando significativamente os resultados da doença. No entanto, certas mutações de CFTR permanecem pouco exploradas devido à sua escassez, impedindo ensaios clínicos convencionais. Este estudo visa investigar a resposta in vitro de mutações de CFTR não aprovadas atualmente para a terapia com moduladores de CFTR, utilizando organoides intestinais derivados de pacientes

Conclusões

Nosso estudo revela a resposta in vitro de mutações de CFTR não aprovadas para tratamento aos moduladores de CFTR, conforme evidenciado pelo ensaio validado FIS. Os organoides intestinais são uma ferramenta eficiente, expandindo as indicações para moduladores de CFTR e facilitando a medicina personalizada para pacientes com FC.

Nossa
Opinião

O uso de organoides em laboratórios pode ajudar a conduzir ensaios para doenças raras (como pancreatite hereditária por mutações no gene CFTR). Isso pode ampliar as liberações em bula.

GastroenterologiaG‐O018

O IMPACTO DA TERAPIA MODULADORA CFTR NA FREQUÊNCIA DE PANCREATITE AGUDA EM CRIANÇAS COM PANCREATITE RECURRENTE AGUDA OU CRÔNICA: UM RELATÓRIO PRELIMINAR DO INSPPIRE‐2

Objetivos e Estudo

As terapias moduladoras do CFTR são moléculas pequenas aprovadas para o tratamento da FC. Elas melhoram a função pancreática exócrina e reduzem episódios de pancreatite aguda (PA) na FC. O impacto das terapias moduladoras do CFTR em crianças com pancreatite aguda recorrente (PAR) ou pancreatite crônica (PC) portadoras de variantes CFTR ainda não foi investigado.

Conclusões

Neste relatório preliminar da maior coorte de crianças com PAR ou PC, a terapia moduladora CFTR reduziu significativamente o número de episódios de PA se as variantes CFTR estivessem presentes. O acompanhamento a longo prazo determinará se este efeito seria mantido e preveniria complicações associadas à PAR ou PC. Agradecimentos: Este projeto foi financiado pelas seguintes doações: NIDDK/NCI: U01DK108334 e U01DK108328

Nossa
Opinião

Isso é incrível! Moduladores do CFTR são considerados um marco no tratamento de alguns tipos de fibrose cística. Pacientes com mutação no CFTR que não são fibrocísticos também podem se beneficiar do tratamento. Futuro promissor na pancreatologia.

GastroenterologiaG‐O041

ESTUDO DA MICROBIOTA EM PACIENTES SUBMETIDOS A TRANSPLANTE ALOGÊNICO DE CÉLULAS-TRONCO HEMATOPOIÉTICAS (TCTH) E NA DOENÇA DO ENXERTO CONTRA O HOSPEDEIRO (DECH) E SUAS IMPLICAÇÕES NO PROGNÓSTICO

Objetivos e Estudo

Caracterizar as características clínicas, marcadores inflamatórios e microbioma de pacientes pediátricos antes e após o TCTH.

Conclusões

O estudo propôs potenciais marcadores prognósticos, especialmente o gênero Blautia como um possível preditor de resultados pós-TCTH. Os resultados estão alinhados com a literatura existente, indicando perspectivas promissoras para a previsão do prognóstico, prevenção e aprimoramento do tratamento. Embora seja necessária uma validação adicional, as descobertas ressaltam a utilidade potencial da análise do microbioma para entender e gerenciar complicações pós-TCTH, particularmente a DECH.

Nossa
Opinião

Perfil metabolômico no futuro pode predizer quais pacientes precisaremos ficar mais atentos para o desenvolvimento de GVHD. Tratamento precoce pode mudar o prognóstico da doença.

GastroenterologiaG‐O044

Saccharomyces boulardii neutraliza o stress oxidativo induzido por SARS-COV-2 em enterócitos humanos

Objetivos e Estudo

SARS-CoV-2 é um patógeno entérico e os mecanismos da diarreia associada à Covid-19 são múltiplos, mas em todos eles a proteína Spike desempenha um papel crucial, atuando como uma enterotoxina capaz de induzir a secreção de cloreto em associação com um aumento nas espécies reativas de oxigênio (ROS), com efeitos semelhantes à enterotoxina NSP4 produzida pelo rotavírus. Estudos anteriores demonstraram a eficácia de cepas probióticas selecionadas, incluindo Saccharomyces boulardii (Sb), contra a diarreia associada ao rotavírus com base em suas habilidades antioxidantes. Nós, portanto, testamos os efeitos antioxidantes do Sb em um modelo in vitro de enterócitos humanos expostos à proteína Spike do SARS-CoV-2.

Conclusões

Em nosso modelo experimental, Sb preveniu a produção de ROS induzida pela proteína Spike exercendo habilidades antioxidantes semelhantes ao NAC. O efeito foi observado usando um meio condicionado sem o probiótico vivo, sugerindo que Sb produz moléculas antioxidantes implicadas no efeito anti-secretor, definindo o chamado efeito pós-biótico. Finalmente, este efeito parece não depender do estímulo tóxico, conforme sugerido pelos resultados dos experimentos com ARS. Esses resultados apoiam o uso do Sb na diarréia associada à Covid-19.

Nossa
Opinião

Preste atenção na parte: modelo experimental.

GastroenterologiaG‐O046

PAPEL DO MEL DE ABELHA EM CRIANÇAS COM DISPEPSIA FUNCIONAL

Objetivos e Estudo

A intervenção farmacológica é mal-sucedida em um número significativo de casos de dispepsia funcional. O mel é conhecido por ter efeitos antioxidantes e gastroprotetores, mas precisa ser reavaliado como uma possível modalidade de tratamento para a dispepsia funcional. Nosso objetivo foi avaliar os efeitos do mel nos sintomas de dispepsia funcional em crianças.

Conclusões

A administração de mel não piorou os sintomas de dispepsia funcional e pode até se mostrar benéfica se estudos controlados por placebo fornecerem evidências nesse tópico.

Nossa
Opinião

Estudo interessante com intervenção acessível e de baixíssimo risco. No trabalho foi considerado como adjuvante já que os dois grupos receberam inibidor de bomba de prótons.

GastroenterologiaG‐O047

ULTRASSOM ABDOMINAL PARA DIAGNOSTICAR CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL E IMPACÇÃO FECAL EM CRIANÇAS: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE

Objetivos e Estudo

A constipação funcional (FC) é comum em crianças. Até o momento, nenhum exame de imagem provou ser valioso no diagnóstico de FC em crianças. O objetivo desta revisão sistemática foi avaliar a precisão do diagnóstico da medição do diâmetro retal (RD) através de ultrassom abdominal em (1) diagnosticar crianças com FC e (2) identificar impactação fecal.

Conclusões

O ultrassom abdominal pode ser potencialmente uma ferramenta não invasiva valiosa para diagnosticar a FC medindo o RD e identificando a impactação fecal em crianças. No entanto, é necessária mais pesquisa separando os grupos etários para estabelecer valores de corte de RD dependentes da idade para fornecer recomendações para seu uso na prática clínica.

Nossa
Opinião

A metanálise confirmou o que já sabíamos: no cólon normal encontramos fezes. O diâmetro retal é aumentado em pacientes com constipação intestinal crônica funcional. Valores de cut-off ainda não foram determinados. Portanto, não é considerado um bom parâmetro de avaliação.

GastroenterologiaG‐O052

PROGRAMA DE HIPNOTERAPIA DIRIGIDA AO INTESTINO ENTREGUE POR APP, NERVA, MELHORA SINTOMAS GASTROINTESTINAIS E RESULTADOS PSICOLÓGICOS EM POPULAÇÕES PEDIÁTRICAS: UMA AUDITORIA RETROSPECTIVA

Objetivos e Estudo

A hipnoterapia direcionada ao intestino entregue por app (GDH) melhora os sintomas físicos e os resultados psicológicos em populações adultas com síndrome do intestino irritável (IBS). Esta auditoria retrospectiva teve como objetivo avaliar o impacto do programa GDH entregue por app, Nerva, em pacientes pediátricos com IBS.

Conclusões

O programa GDH entregue por app, Nerva, melhora significativamente os sintomas gastrintestinais e os resultados psicológicos na maioria dos pacientes pediátricos. É particularmente eficaz na melhora dos resultados para aqueles com níveis moderados e severos de ansiedade e/ou depressão. Essas descobertas apoiam o uso de Nerva em populações pediátricas e sugerem a necessidade de mais pesquisas, incluindo ensaios clínicos randomizados.

Nossa
Opinião

A tecnologia pode democratizar o acesso à saúde mental. Não substitui o profissional de saúde, mas pode ampliar seu efeito terapêutico.

GastroenterologiaG‐O053

TESTE AUTONÔMICO EM CRIANÇAS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL E SÍNDROME DO INTESTINO IRRITÁVEL: EM BUSCA DA DISAUTONOMIA

Objetivos e Estudo

O sistema nervoso autônomo (SNA) é uma via importante que conecta o cérebro e o intestino. O objetivo deste estudo foi investigar as anormalidades subjetivas e objetivas do SNA em crianças com síndrome do intestino irritável (SII) e doença inflamatória intestinal (DII) comparadas a controles saudáveis (CS).

Conclusões

A disautonomia sintomática é mais frequentemente observada em crianças com SII, indicando uma importante contribuição das anormalidades do SNA para a fisiopatologia da SII. Financiamento: Fundação de Ciência da Croácia (IP‐2019‐ 04‐3028).

Nossa
Opinião

A relação entre disautonomias e transtornos funcionais do aparelho digestivo é complexa e bidirecional. A presença de uma disautonomia pode aumentar a vulnerabilidade a transtornos funcionais e vice-versa. Esses pacientes costumam ter a qualidade de vida bastante prejudicada.

GastroenterologiaG‐O054

ALIMENTAÇÃO RESTRITIVA ESTÁ ASSOCIADA COM PIOR NAUSEA E OUTROS RESULTADOS CLÍNICOS EM CRIANÇAS E ADOLESCENTES COM DISTÚRBIOS DE INTERAÇÃO INTESTINO-CÉREBRO

Objetivos e Estudo

Pacientes com distúrbios de interação intestino-cérebro (DGBI) frequentemente restringem a quantidade e qualidade da ingestão de alimentos. Nós caracterizamos as deficiências nutricionais em pacientes com DGBI e comparamos os resultados de pacientes com e sem alimentação restritiva.

Conclusões

Pacientes de DGBI com alimentação restritiva apresentam maior náusea, ansiedade, depressão, distúrbios do sono, POTS, TDAH e desnutrição. Esses achados destacam a importância de identificar a restrição alimentar em pacientes com DGBI e desenvolver uma abordagem de tratamento multidisciplinar.

Nossa
Opinião

Transtornos que se retroalimentam e transformam mecanismo adaptativo (restrição alimentar) num típico mecanismo "mal adaptado".

GastroenterologiaG‐O060

MONITORAMENTO TERAPÊUTICO PROATIVO PRECOCE COM TERAPIA USTEKINUMAB NA DOENÇA DE CROHN PEDIÁTRICA

Objetivos e Estudo

Nosso objetivo foi examinar a farmacocinética e a eficácia do ustekinumab (UST) pós-indução no mundo real em uma coorte pediátrica multicêntrica de CD.

Conclusões

Pacientes pediátricos com CD <40kg necessitaram de doses mais altas de UST para obter uma exposição ao medicamento comparável. Os desfechos clínicos positivos foram associados a níveis maiores de UST (com limites ótimos entre 6-8).

Nossa
Opinião

Assim como ocorre com infliximabe, pacientes menores de 40 kg precisam de doses proporcionalmente maiores para atingirem o mesmo nível sérico considerado terapêutico. Pacientes podem ser "multifalhados" ou "não respondedores" não só por conta da agressividade da doença de Crohn, mas também por falta de biológico em dose adequada.

GastroenterologiaG‐O073

DIETA DE EXCLUSÃO DA DOENÇA DE CROHN COMO TERAPIA ADICIONAL EM PACIENTES PEDIÁTRICOS REFRATÁRIOS

Objetivos e Estudo

Nosso objetivo foi avaliar a eficácia da dieta de exclusão da doença de Crohn (CDED) + nutrição enteral parcial (PEN) na reindução da remissão em pacientes pediátricos com DC experimentando recaída da doença durante outras terapias de manutenção.

Conclusões

CDED + PEN é uma estratégia de tratamento válida no cenário de LOR secundária a tratamentos de manutenção em crianças com DC. Um curso anterior de sucesso de NEE foi associado a maiores taxas de remissão clínica no final da fase I, identificando possivelmente um subconjunto de pacientes “respondedores à dieta”.

Nossa
Opinião

Pacientes com doença de Crohn de fenótipo refratário e grave podem se beneficiar de nutrição enteral parcial como adjuvante (nunca como monoterapia).

GastroenterologiaG‐O078

DOSE AO NÍVEL MÍNIMO: INDUÇÃO DE DOSE MAIOR DE INFLIXIMAB ALCANÇA MELHORES NÍVEIS DE MANUTENÇÃO EM UMA COORTE NACIONAL DE IBD PEDIÁTRICA

Objetivos e Estudo

O monitoramento proativo do nível sérico mínimo alvo recomendado para o infliximab (IFX) de ≥15 ug/ml antes da 3ª dose e ≥5ug/ml antes das doses subsequentes mostra que a dose padrão de 5mg/kg muitas vezes é inadequada. Além disso, muitos fenótipos requerem níveis séricos mínimos alvo mais elevados. Nosso serviço nacional iniciou a dosagem padrão empírica de 10mg/kg após 2018.

Conclusões

Nossos dados do mundo real mostram que níveis séricos mínimos inadequados antes da 3ª dose preveem fortemente níveis subótimos antes da 4ª dose. Sem monitoramento proativo, a dosagem padrão de 5mg/kg pode levar a níveis de manutenção subótimos precoces e comprometer a manutenção da durabilidade do IFX em casos de IBD pediátrica, especialmente entre pacientes com maiores requisitos de níveis séricos mínimos terapêuticos.

Nossa
Opinião

Muitos estudos de vida real mostrando que crianças precisam de doses maiores de IFX. Como nem todos possuem análise de nível sérico na semana 6, muitos serviços iniciam o tratamento já com a dose de 10mg/kg/dose, principalmente em pacientes mais jovens.

GastroenterologiaG‐PP004

ADERÊNCIA À UMA DIETA SEM GLÚTEN ENTRE CRIANÇAS SOFRENDO DE DOENÇA CELÍACA E DIABETES MELLITUS TIPO 1 CONCORRENTE

Objetivos e Estudo

Diabetes mellitus tipo 1 (T1DM) está associado a uma maior prevalência de doença celíaca (CD). A aderência estrita a uma dieta sem glúten (GFD) está associada a um crescimento e nutrição melhorados, bem como prevenção de complicações. Pacientes com CD+T1DM podem enfrentar dificuldades devido ao alto conteúdo de açúcar nas opções sem glúten. Além disso, a aderência estrita à GFD ainda é um desafio, mesmo sem T1DM. Dados sobre a aderência à GFD em crianças com CD+T1DM são escassos. Este estudo compara crianças com T1DM e CD em termos de crescimento, status de micronutrientes e metabólico, e aderência à GFD, e identifica fatores de risco para uma má aderência.

Conclusões

A aderência à GFD em nossa coorte de CD foi fraca. Além disso, as taxas são preocupantes em crianças com CD + T1DM. Ainda, idade mais avançada, menor nível socioeconômico e alta HbA1c foram associados a uma fraca aderência à GFD.

Nossa
Opinião

Algo que já observamos na prática. Se o controle das glicemias vai mal, o controle da doença celíaca certamente também estará ruim.

GastroenterologiaG‐PP021

ATUALIZAÇÃO DE 17 ANOS DE SEGUIMENTO DE UMA GRANDE COORTE DE CRIANÇAS COM POTENCIAL DOENÇA CELÍACA

Objetivos e Estudo

A doença celíaca potencial (DCP) é caracterizada pela presença de uma sorologia associada à doença celíaca (DC) positiva e uma arquitetura duodenal normal. O objetivo de nosso estudo foi analisar características clínicas, imunológicas e histológicas em uma grande coorte prospectiva de crianças italianas afetadas por essa condição.

Conclusões

A DCP é frequentemente diagnosticada em crianças assintomáticas rastreadas por causa da familiaridade. Os pacientes podem permanecer como potenciais por muitos anos ou evoluir para dois cenários opostos: em 1/3 dos casos, eles vão parar de produzir anticorpos, apesar de comerem glúten, enquanto em outro 1/3, eles vão evoluir para a DC. A identificação de biomarcadores associados desde o diagnóstico à sua evolução é fundamental para decidir o gerenciamento clínico mais apropriado.

Nossa
Opinião

Coorte grande. Resultados pouco animadores. 30% da amostra evoluiu com doença celíaca e 30% da amostra negativou a sorologia e 30% continua sendo classificado como doença celíaca potencial. Ou seja: precisa continuar fazendo seguimento indefinido nesse subgrupo, principalmente se forem do grupo de risco aumentado para doença celíaca.

GastroenterologiaG‐PP070

MEDICAÇÃO OU DIETA? O USO DE UM E-QUESTIONÁRIO MOSTRA DIFERENÇAS NA QUALIDADE DE VIDA RELACIONADA À SAÚDE EM CRIANÇAS COM ESOFAGITE EOSINOFÍLICA (EoE)

Objetivos e Estudo

A qualidade de vida relacionada à saúde (QoL) em crianças com esofagite eosinofílica (EoE) está substancialmente comprometida e parece ser afetada pelo modo de tratamento. Para entender melhor os fatores que influenciam a QoL e envolver crianças e pais, desenvolvemos um questionário eletrônico para um estudo de viabilidade.

Conclusões

Nosso estudo demonstrou a viabilidade de medir a QoL em pacientes com EoE usando questionários eletrônicos. Os participantes do estudo relataram melhor QoL quando tratados medicamente do que aqueles em dietas de eliminação isoladamente ou em tratamento combinado. A tomada de decisão conjunta e a vigilância do tratamento poderiam ser melhoradas incorporando questionários de QoL de crianças e adolescentes com EoE para atender às suas necessidades de saúde orgânica e mental. Agradecimentos - Departamento de Gastroenterologia e Dietética.

Nossa
Opinião

Dieta em pacientes maiores sempre leva a maior prejuízo na qualidade de vida. Ao planejar o tratamento, as preferências individuais da família devem ser levadas em consideração.

GastroenterologiaG‐PP087

EFICÁCIA DA TERAPIA COMBINADA EM ESOFAGITE EOSINOFÍLICA PEDIÁTRICA NÃO RESPONDEDORA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO

Objetivos e Estudo

A esofagite eosinofílica (EoE) é uma doença inflamatória mediada por alérgenos. Corticoides tópicos e inibidores de bomba de prótons são considerados tratamentos de primeira linha: no entanto, muitos pacientes ainda são irresponsivos após essas terapias. Por essa razão, avaliamos a eficácia e a segurança da terapia combinada em EoE não responsiva.

Conclusões

A terapia combinada é um tratamento alternativo na EoE refratária: não foi notada melhora clínica, endoscópica e histológica. Portanto, não é possível determinar se a terapia combinada é preferível a outros tratamentos de segunda linha.

Nossa
Opinião

Pacientes não respondedores são comuns nos casos de esofagite eosinofílica. O estudo não conseguiu demonstrar estatisticamente se esses pacientes se beneficiam de terapia combinada ou se seria melhor ir para tratamento de segunda linha. Como na realidade brasileira o acesso ao dupilumabe é mais difícil, frequentemente lançamos mão de tratamento combinado (IBP, corticoide, dieta) para casos mais resistentes.

GastroenterologiaG‐PP108

GASTRITE ATRÓFICA PEDIÁTRICA: UMA EXPERIÊNCIA DE UM ÚNICO CENTRO

Objetivos e Estudo

A gastrite atrófica na população pediátrica é uma condição rara e potencialmente subdiagnosticada, principalmente documentada como relatórios de casos isolados. As principais causas de gastrite atrófica são infecção por Helicobacter pylori e gastrite atrófica autoimune.

Conclusões

De acordo com a literatura existente, este estudo destaca uma associação de gastrite atrófica (50%) com doenças autoimunes extra-gástricas. Essas descobertas ressaltam que a gastrite autoimune frequentemente se apresenta com sintomas leves. Consequentemente, o diagnóstico deve ser considerado, particularmente em pacientes com doenças autoimunes ou anemia por deficiência de ferro sem outras explicações etiológicas. Um acompanhamento sistemático é imperativo para evitar as possíveis consequências de longo prazo da anemia perniciosa e do adenocarcinoma.

Nossa
Opinião

A gastrite atrófica é um diagnóstico pouco considerado por especialistas pediátricos. Pode predispor a complicações graves como anemia perniciosa e câncer gástrico. Quando afeta crianças, é necessário considerar a poliautoimunidade.

GastroenterologiaG‐PP113

APENDICITE AGUDA NA IDADE PEDIÁTRICA: TERAPIA MÉDICA VS CIRÚRGICA

Objetivos e Estudo

Estudos recentes em adultos analisaram a eficácia da terapia antibiótica (TA) como primeira intervenção não operativa para apendicite aguda (AA). Até o momento, a evidência em crianças é escassa. Avaliamos a eficácia de uma TA de amplo espectro em comparação à apendicectomia em crianças com AA não complicada.

Conclusões

Mostramos a alta taxa de eficácia da terapia antibiótica em crianças com AA não complicada, que é comparável à taxa de eficácia da cirurgia. No entanto, as crianças tratadas com TA apresentaram uma taxa de recaída de AA não negligenciável no primeiro ano de acompanhamento, o que resultou na necessidade de tratamento cirúrgico. A pontuação pARC pode ajudar a identificar as crianças que provavelmente se beneficiarão mais de uma abordagem não operativa versus operativa.

Nossa
Opinião

Prática ainda sem evidência na pediatria.

GastroenterologiaG‐PP138

EVOLUÇÃO CLÍNICA E FATORES PROGNÓSTICOS DA SÍNDROME DE VÔMITO CÍCLICO PEDIÁTRICA: UM ESTUDO MONOCÊNTRICO DA VIDA REAL EM UMA GRANDE COORTE

Objetivos e Estudo

A síndrome de vômito cíclico (CVS) é um transtorno cérebro-intestino com considerável variabilidade clínica. Este estudo visa investigar a evolução da síndrome e determinar se os sintomas no diagnóstico podem prever a duração da doença ou levar a outros distúrbios funcionais.

Conclusões

Em uma grande coorte de pacientes pediátricos com CVS, características específicas no diagnóstico predizem a duração da doença e evolução para outros distúrbios funcionais.

Nossa
Opinião

Sugestão de biomarcadores conhecidos de persistência de transtornos funcionais: abertura do quadro em idades precoces e existência de outros transtornos funcionais.

GastroenterologiaG‐PP158

CONSTIPAÇÃO FUNCIONAL EM CRIANÇAS (0-18 ANOS): UMA REVISÃO SISTEMÁTICA SOBRE A EFICÁCIA E SEGURANÇA DAS OPÇÕES DE TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO

Objetivos e Estudo

A constipação funcional (CF) é um problema comum na infância e geralmente é tratada com laxantes. Laxantes podem causar efeitos colaterais e a aderência ao tratamento é baixa. Portanto, são necessárias alternativas de tratamento não farmacológico. Este estudo fornece uma atualização de uma revisão sistemática previamente publicada (Wegh et al. 2022) a respeito da eficácia e segurança de tratamentos não farmacológicos em crianças com CF.

Conclusões

Com base nas evidências atuais, não é possível recomendar nenhuma intervenção não farmacológica específica para o tratamento da CF em crianças. A evidência era de baixa certeza e nenhuma conclusão poderia ser tirada. Nenhum evento adverso sério foi relatado para todos os tratamentos não farmacológicos.

Nossa
Opinião

Só reforçando: probiótico não trata constipação. Polifarmácia e intervenções múltiplas podem comprometer resultados positivos a longo prazo (fadiga familiar em seguir tratamento com muitos itens prescritos).

GastroenterologiaG‐PP162

SINTOMAS PSICOLÓGICOS EM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL DE INÍCIO PEDIÁTRICO (DIIIP): UM ESTUDO CASO-CONTROLE

Objetivos e Estudo

Investigar os sintomas psicológicos de uma amostra de adolescentes com doença inflamatória intestinal (DII) e sua relação com as características clínicas da doença.

Conclusões

Pacientes pediátricos com DII mostram múltiplas áreas de fragilidade psicológica que parecem estar associadas ao curso da doença, tanto em termos de duração como de gravidade. Esses resultados preliminares sugerem a importância de um rastreio precoce para dificuldades psicológicas em adolescentes com um diagnóstico de DII e a necessidade de um suporte psicológico precoce.

Nossa
Opinião

Saúde mental é um dos pilares da qualidade de vida. Ficar mais atento quanto mais precoce, grave e extensa for a DII. Principalmente na adolescência.

GastroenterologiaG‐PP172

LINFOHISTIOCITOSE HEMOFAGOCÍTICA EM CRIANÇAS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Objetivos e Estudo

Pacientes com condições inflamatórias crônicas estão em maior risco de desenvolver linfocitose hemofagocítica (HLH). Relatos sobre a ocorrência de HLH em crianças com doença inflamatória intestinal (IBD) são anedotais. O objetivo deste estudo foi descrever as características clínicas e os desfechos de crianças com IBD e HLH.

Conclusões

Em crianças com IBD, a HLH se desenvolve na adolescência, é geralmente desencadeada por uma infecção, apesar do tratamento subjacente, e tem um prognóstico favorável. No entanto, a associação entre IBD e HLH pode indicar um defeito imunológico e requer investigações genéticas.

Nossa
Opinião

Essa coorte retrospectiva italiana me chamou atenção devido à ausência de desfecho fatal para uma complicação tão grave e de diagnóstico por vezes tardio. É preciso ficar atento a essa possibilidade diagnóstica (bem como seus critérios diagnósticos). Em pacientes jovens, pensar na possibilidade de erro inato da imunidade e, em pacientes de qualquer idade, pensar em gatilho infeccioso.

GastroenterologiaG‐PP197

EXPERIÊNCIA DE 10 ANOS NA VIDA REAL COM TERAPIA COMBINADA DE AZITROMICINA-METRONIDAZOL DE 8 SEMANAS NA DOENÇA DE CROHN PEDIÁTRICA

Objetivos e Estudo

Uma combinação de azitromicina e metronidazol (CD AZCRO) é uma terapia alternativa utilizada para induzir a remissão em casos de doença de Crohn (CD) pediátrica leve a moderadamente ativa. A terapia padrão é administrada por 8 semanas com metronidazol diário e azitromicina por 5 dias por semana nas primeiras 4 semanas, depois 3 dias por semana nas últimas 4 semanas. Nosso objetivo era avaliar a eficácia e o perfil de efeitos colaterais do CD AZCRO em uma coorte pediátrica regional de CD.

Conclusões

Nossos dados reais demonstram que o AZCRO representa uma terapia de indução alternativa para a doença de Crohn pediátrica leve a moderada, oferecendo benefícios em termos de custo e praticidade em comparação com EEN e em termos de efeitos colaterais em comparação com esteroides.

Nossa
Opinião

Difícil é encontrar um paciente com doença de Crohn leve na infância.

GastroenterologiaG‐PP202

TERAPIA DE BIOLOGIA DUPLA OU TERAPIA DE PEQUENAS MOLÉCULAS EM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL PEDIÁTRICA REFRACTÁRIA: UM ESTUDO RETROSPECTIVO CHINÊS

Objetivos e Estudo

As doenças inflamatórias intestinais em crianças são caracterizadas por uma grande variedade de sintomas e frequentemente um curso clínico severo. A combinação não tradicional de terapias existentes é frequentemente a única opção para induzir e manter remissão em pacientes de DII refratária. Nos concentramos em avaliar a eficácia e segurança do uso concomitante de 2 terapias biológicas ou combinação de terapia biológica e tofacitinibe em uma coorte pediátrica de DII refratária.

Conclusões

Nossa experiência clínica sugere que a terapia dupla pode ser uma opção para pacientes pediátricos com DII com opções terapêuticas limitadas. As preocupações com a segurança devem estar sempre na vanguarda da tomada de decisões, e estudos maiores são necessários para ajudar a confirmar os dados preliminares de segurança observados.

Nossa
Opinião

Casos graves e refratários exigem prescrição múltipla. Essas associações ainda não aparecem nos Guidelines, mas já estão em diversas publicações de relatos de casos e coortes retrospectivas.

GastroenterologiaG‐PP210

COMPARAÇÃO DA CURA ENDOSCÓPICA E DURABILIDADE ENTRE INFLIXIMAB ORIGINAL E CT‐P13 EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Objetivos e Estudo

Dados clínicos favoráveis foram publicados sobre a eficácia do CT‐P13, o primeiro biossimilar do infliximab [IFX], em doença inflamatória intestinal pediátrica [DII]; no entanto, poucos estudos compararam o efeito na cura endoscópica [EH] e durabilidade entre o IFX original e o CT‐P13. Portanto, nosso objetivo foi comparar a EH e a taxa de retenção do medicamento entre o IFX original e o CT‐P13.

Conclusões

O IFX Original e o CT‐P13 demonstraram uma resposta terapêutica comparável, incluindo EH, remissão clínica, durabilidade e segurança em DII pediátrica.

Nossa
Opinião

Infliximabe CT-P13 é o Remsima no Brasil, produzido pela Celltrion. Já é o infliximabe dispensado pela farmácia de alto custo em muitos lugares do Brasil.

GastroenterologiaG‐PP212

EFICÁCIA E SEGURANÇA DO UPADACITINIB EM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL PEDIÁTRICA MODERADA A SEVERA (PIBD): EXPERIÊNCIA DE UM CENTRO TERCIÁRIO DE PIBD

Objetivos e Estudo

Upadacitinib é um inibidor seletivo da Janus quinase 1 aprovado para o tratamento de pacientes ≥18 anos com diagnóstico de doença inflamatória intestinal (DII). Embora existam dados promissores para o seu uso em DII adulta, dados limitados estão atualmente disponíveis na DII pediátrica. Apresentamos nossa experiência nesta série de casos de pacientes ≤ 18 anos em Upadacitinib.

Conclusões

Os pacientes desta série de casos são um grupo heterogêneo com doença refratária. Nestes pacientes pediátricos e adolescentes, o Upadacitinib pareceu seguro e eficaz. São necessários mais estudos colaborativos nacionais e internacionais para confirmar nossas descobertas.

Nossa
Opinião

Resultados modestos em grupo heterogêneo. Essa é a tristeza que as novas tecnologias enfrentam: ficam como tratamento de terceira ou quarta linha. Nesse estágio, sempre existe viés de seleção. Ou seja, quem entra nos estudos são os pacientes mais refratários.

GastroenterologiaG‐PP226

A SEGURANÇA E EFICÁCIA DAS INJEÇÕES SEMANAIS DE ADALIMUMAB 80 MG COMO TERAPIA DE MANUTENÇÃO NA DOENÇA DE CROHN PEDIÁTRICA

Objetivos e Estudo

Injeções semanais de 40 mg de adalimumab são eficazes para manter a remissão na doença de Crohn pediátrica (DC). Nosso objetivo foi definir a segurança e eficácia da intensificação da dose para 80 mg semanais de adalimumab em crianças com DC.

Conclusões

Nossos resultados apoiam a segurança e eficácia das injeções semanais de 80 mg de adalimumab como terapia de manutenção em pacientes pediátricos com DC de moderada a grave.

Nossa
Opinião

Atenção, pois todos os pacientes fizeram monitorização de nível sérico antes da dose otimizada 2x.

GastroenterologiaG‐PP257

TERAPIA BIOLÓGICA COMBINADA EM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL PEDIÁTRICA: SEGURANÇA E EFICÁCIA EM PELO MENOS 12 MESES DE ACOMPANHAMENTO

Objetivos e Estudo

O curso severo de doenças inflamatórias intestinais refratárias a terapias avançadas em crianças resulta na busca por novos métodos terapêuticos. O objetivo deste estudo foi avaliar a eficácia e segurança da terapia dupla com biológicos em uma coorte de crianças com DII.

Conclusões

A terapia biológica dupla parece ser uma opção terapêutica alternativa segura e eficaz para pacientes com doenças inflamatórias intestinais moderadas e graves.

Nossa
Opinião

Mais um estudo relatando experiência na associação de biológicos na DII refratária. Aparentemente seguro.

GastroenterologiaG‐PW001

AS ANTOCIANINAS INIBEM A MODIFICAÇÃO ENZIMÁTICA DA GLIADINA PELA TRANSGLUTAMINASE 2 IN VITRO

Objetivos e Estudo

A modificação enzimática dos peptídeos de gliadina pela transglutaminase 2 humana (TG2) desempenha um papel crucial na patogênese da doença celíaca (CD) e é considerada um possível alvo para intervenções terapêuticas. As antocianinas (ACN) são constituintes bioativos de plantas que ocorrem principalmente em frutas de tons vermelho-violeta a azulados. Foi demonstrado que as ACN têm a capacidade de formar complexos com gliadinas. Aqui, investigamos o efeito dos principais representantes de ACN, cianidina e delfinidina, na interação da gliadina digerida com a TG2.

Conclusões

Nossos achados de pesquisa indicam que as ACN, especialmente a delfinidina, inibem a modificação enzimática da gliadina digerida pela TG2, sugerindo um potencial terapêutico para as ACN na patogênese da CD.

Nossa
Opinião

Muitos alvos diferentes vêm sendo estudados para futuros medicamentos na doença celíaca. Achamos esse bastante animador (para o paciente usar antes de ingerir glúten).

GastroenterologiaG‐PW004

DOENÇA CELÍACA NO INÍCIO DO DIABETES TIPO 1 EM CRIANÇAS: O IMPACTO DA PANDEMIA DE SARS‐COV‐2

Objetivos e Estudo

A incidência de Diabetes Tipo 1 (T1DM) em crianças aumentou nos últimos anos, porém, pouco se sabe sobre a prevalência da Doença Celíaca (DC) em recém diagnosticados com T1DM. Nosso estudo retrospectivo de centro único teve como objetivo investigar a influência da pandemia de Sars‐Cov‐2 na coocorrência das doenças.

Conclusões

Nossos achados mostraram uma tendência crescente na autoimunidade de DC e DC manifesta durante a pandemia de Sars‐Cov‐2 em recém diagnosticados com T1DM, sugerindo a necessidade de investigações adicionais de seu potencial papel patogênico na coocorrência de doenças. São necessários mais estudos prospectivos e multivariados para validar essa hipótese.

Nossa
Opinião

No Brasil, também observamos a ocorrência de doenças relacionadas à imunodesregulação e pandemia de SARS-COV2. Infecções virais podem ser a gota d'água que faltava para o copo que já estava cheio entornar.

GastroenterologiaG‐PW014

APRESENTAÇÃO CLÍNICA, TRATAMENTO E FUTURO DE CRIANÇAS COM LINFANGIECTASIA INTESTINAL PRIMÁRIA

Objetivos e Estudo

A linfangiectasia intestinal primária (LIP) é uma doença rara responsável pela enteropatia com perda de proteínas. A evolução e o acompanhamento desses pacientes são pouco descritos na literatura. O principal objetivo deste estudo é descrever a apresentação clínica, os tratamentos implementados e o futuro dos pacientes de uma coorte nacional. O objetivo secundário é definir no momento do diagnóstico as características que podem ser preditivas de uma resposta completa sob dieta livre de gordura.

Conclusões

Esta é a primeira descrição de uma coorte nacional francesa de crianças com linfangiectasia intestinal primária e a maior coorte publicada até agora. Dezessete pacientes (50% da coorte) estavam em uma dieta normal no final do estudo.

Nossa
Opinião

Formas sindrômicas e com edema de extremidades sugerem processos mais extensos e graves do acometimento intestinal. Isso pode ajudar na previsão de prognóstico para as famílias. Casos mais graves possivelmente precisarão de tratamento dietético por toda a vida.

GastroenterologiaG‐PW016

VALIDAÇÃO DE UM NOVO TESTE DE CORDA ESOFÁGICA ENROLADA DE 30 MINUTOS (CEST) COM ENDOSCOPIA PARA AVALIAÇÃO E MONITORAMENTO DE CRIANÇAS COM ESOFAGITE EOSINOFÍLICA (EOE)

Objetivos e Estudo

Avaliar a validade de um novo método de teste de corda utilizando a Proteína Catiônica dos Eosinófilos (ECP) como biomarcador, comparando-a com as contagens tradicionais de eosinófilos histológicos em crianças suspeitas de ter EOE.

Conclusões

O teste de corda usando ECP como biomarcador demonstrou segurança e uma boa correlação com as contagens de eosinófilos esofágicos, tornando-o uma ferramenta promissora no manejo de crianças com EOE. Esta abordagem não invasiva pode ser custo-efetiva e oferecer uma alternativa viável à endoscopia invasiva convencional na avaliação e monitoramento contínuos do EOE pediátrico.

Nossa
Opinião

É considerada urgente a busca por biomarcador não invasivo de atividade de esofagite eosinofílica. Porém, sempre esbarramos na baixa especificidade da resposta eosinofílica sistêmica (asma, outras alergias, infecções parasitárias, reações a drogas). Fazer o mesmo ensaio em fragmento de biópsia de esôfago invalida a proposta não invasiva do exame.

GastroenterologiaG‐PW019

ESTUDO DE AVALIAÇÃO DO CHORO INFANTIL NOTURNO (NICE): BUSCANDO UMA MARCA DA DOENÇA DE REFLUXO EM LACTENTES

Objetivos e Estudo

Inibidores da bomba de prótons (PPI) são frequentemente prescritos empiricamente em lactentes para choro persistente, especialmente à noite. O objetivo deste estudo foi identificar fatores preditivos para refluxo gastroesofágico patológico (GER) em lactentes com choro persistente inexplicado.

Conclusões

Lactentes com choro persistente e choro noturno inexplicado não apresentam características clínicas distintivas preditivas de MII‐pH anormal. PPI empírico não deve ser iniciado nesta população.

Nossa
Opinião

Média de idade da amostra: 4 meses. Refluxo não foi a causa de choro intenso. Gostaria de saber quais foram os desfechos dessa população. Choro idiopático do lactente se mostrando como questão de saúde ocidental importantíssima. Já assistiu à aula "Bebê que chora demais"? Lá a gente discute os aspectos bio, psico sociais dessa questão.

GastroenterologiaG‐PW027

A CICATRIZAÇÃO TRANSMURAL É MELHOR QUE A CICATRIZAÇÃO DE MUCOSA NA DOENÇA DE CROHN PEDIÁTRICA?

Objetivos e Estudo

Dados sobre o benefício a longo prazo da cicatrização transmural (CT) são escassos em crianças. Investigamos os desfechos de pacientes pediátricos com doença de Crohn (DC) com CT comparando-os àqueles com cicatrização de mucosa (CM) e com 'sem cicatrização'.

Conclusões

A obtenção de CT na DC pediátrica está associada a melhores desfechos, embora o benefício adicional sobre a CM em si não pareça significativo. No entanto, a persistência da inflamação está associada a piores desfechos em todos os pacientes.

Nossa
Opinião

Desde 2021, após a publicação do STRIDE II, a remissão transmural através de ressonância de abdome é considerada alvo terapêutico formal. Quanto mais profunda a remissão, melhores serão os desfechos a longo prazo. Porém, a remissão transmural só tem valor quando está associada também à remissão de mucosa (estilo tudo ou nada).

GastroenterologiaG‐PW029

DOENÇAS INFLAMATÓRIAS INTESTINAIS PEDIÁTRICAS EM PACIENTES COM SÍNDROMES GENÉTICAS: UM ESTUDO MULTICÊNTRICO DE CONTROLE DE CASOS SIGENP

Objetivos e Estudo

Algumas síndromes genéticas (SG) estão associadas ao risco de desenvolver distúrbios autoimunes, incluindo a DII, potencialmente agravados por múltiplas comorbidades. Nosso objetivo foi definir o resultado da DII em crianças com SG.

Conclusões

Em pacientes pediátricos com DII, a presença de SGs não modifica significativamente o curso da própria doença, mas aumenta a complexidade diagnóstica e terapêutica.

Nossa
Opinião

Nem todo paciente com síndrome genética e VEO IBD será classificado como IBD monogênica. Isso só ocorre quando há causa direta entre a mutação e a IBD. Nesses casos, onde não há relação direta, a coorte retrospectiva não mostrou diferença fenotípica significativa (embora a amostra tenha sido bem pequena). Porém, a morbidade aumenta devido ao somatório de complicações. É papel do especialista conhecer bem todas as comorbidades.

GastroenterologiaG‐PW039

DIETA DE EXCLUSÃO DA DOENÇA DE CROHN VERSUS NUTRIÇÃO ENTERAL EXCLUSIVA EM PACIENTES PEDIÁTRICOS COM DOENÇA DE CROHN

Objetivos e Estudo

A dieta de exclusão da doença de Crohn (CDED) surgiu como uma alternativa à nutrição enteral exclusiva (EEN) para induzir remissão em pacientes pediátricos com DC. A CDED é melhor tolerada, e pode representar uma estratégia de longo prazo, ao contrário da EEN. O objetivo é comparar os resultados de ambas as dietas em nosso cenário clínico.

Conclusões

Embora o uso concomitante de outros medicamentos limite a obtenção de conclusões, o uso terapêutico de ambas as dietas parece útil para alcançar melhorias clinicas, analíticas e antropométricas em pacientes pediátricos com DC. A realização de mais estudos em amostras maiores ajudaria a confirmar o papel do CDED como alternativa eficaz à EEN.

Nossa
Opinião

Dieta de exclusão parcial ainda não é recomendada como modalidade terapêutica na Doença de Crohn luminal em atividade, mas parece terapia promissora principalmente para pacientes escolares e adolescentes pela facilidade quando comparado à terapia enteral exclusiva.

GastroenterologiaG‐PW040

INSUFICIÊNCIA RENAL EM CRIANÇAS COM DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL

Objetivos e Estudo

Manifestações renais podem ocorrer em crianças com doença inflamatória intestinal (DII) e pode levar a insuficiência renal aguda, uma complicação grave e associada a um risco de desenvolver doença renal crônica (DRC). Este estudo teve como objetivo investigar casos de insuficiência renal em crianças com DII.

Conclusões

Este é o primeiro estudo prospectivo a relatar casos de insuficiência renal em crianças com DII. A insuficiência renal pode ocorrer sem sintomas e pode levar à DRC. A identificação oportuna da insuficiência renal é importante para tratar e monitorar adequadamente os pacientes. Recomendamos monitorar a creatinina em crianças com DII a cada 6 meses. Referências: 1.Aardoom et al.BMJOpen.2020

Nossa
Opinião

O mais impressionante foi que 68% dos pacientes foram identificados através de achado incidental (alteração de ureia e creatinina) e não por quadro clínico sugestivo. Esse é um dos motivos de solicitar função renal nos exames de rotina dos pacientes com DII.

GastroenterologiaG‐PW041

EOSINOFILIA NO SANGUE PERIFÉRICO NO DIAGNÓSTICO DA DOENÇA INFLAMATÓRIA INTESTINAL ESTÁ ASSOCIADA A UM CURSO GRAVE DA DOENÇA; UM ESTUDO NACIONAL DO COORTE EPI-IIRN

Objetivos e Estudo

Conduzimos este estudo nacional para avaliar a associação entre eosinofilia no sangue periférico (ESP) e os resultados em longo prazo em crianças e adultos com doenças inflamatórias intestinais (DII).

Conclusões

Neste maior estudo nacional, a ESP no diagnóstico foi um preditor do curso grave da DII. Esses resultados apoiam o uso da ESP como marcador de resultados adversos a longo prazo e como um potencial alvo para futuras terapias.

Nossa
Opinião

Estudo multicêntrico gigante com quase 30.000 pacientes incluídos. Infiltrado eosinofílico em fragmentos de biópsia já é considerado sinal de alerta em pacientes com VEOIBD. Aumento no sangue periférico pode ser um alerta para monitorar mais atentamente esses pacientes.

NutriçãoN‐EPP015

O RISCO DE SOBREPESO E MAIOR IMC DE GANHO DE PESO RÁPIDO NA INFÂNCIA: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA

Objetivos e Estudo

A contribuição do ganho de peso rápido na infância para o risco de resultados metabólicos adversos mais tarde na vida tem recebido atenção recente. O objetivo desta revisão foi determinar o risco de sobrepeso e maior IMC na idade adulta devido ao ganho de peso rápido experimentado nos primeiros dois anos de vida.

Conclusões

Existe um risco de sobrepeso na idade adulta devido ao ganho de peso rápido experimentado nos primeiros 2 anos de vida, que parece mais forte quando ocorre posteriormente na infância. Esta revisão destaca a importância de direcionar os determinantes modificáveis do ganho de peso rápido para a prevenção futura da obesidade.

Nossa
Opinião

Essa é uma preocupação constante de quem faz puericultura. Além da questão comportamental de promover hábitos alimentares saudáveis, existe também a questão da programação metabólica que recebemos do ambiente em que somos criados.

NutriçãoN‐EPP018

PHROBIOTEST: AVALIANDO A VIABILIDADE MICROBIANA, CONTAGEM E CONTAMINAÇÃO EM PRODUTOS PROBIÓTICOS NAS FILIPINAS

Objetivos e Estudo

Os probióticos alegam melhorar a saúde de seus consumidores por meio das propriedades de seus microorganismos componentes. Nas Filipinas, não há investigações sobre as alegações microbiológicas dos produtos probióticos no mercado. Este estudo avaliou as propriedades microbiológicas de sete produtos probióticos nas Filipinas.

Conclusões

Todos os produtos testados com cepas aeróbicas produziram crescimentos microbianos viáveis, com três probióticos tendo contagens microbianas dentro de suas concentrações comerciais declaradas. Apenas dois produtos não tinham contaminação, com o restante abrigando contaminantes bacterianos. A viabilidade probiótica, a precisão da contagem microbiana e a presença de contaminações têm implicações no efeito pretendido e na segurança dos produtos testados.

Nossa
Opinião

Estudo que mostra que o controle de qualidade é difícil até mesmo para probióticos feitos pela indústria farmacêutica tecnológica. Contaminação, contagem inferior de UFCs e viabilidade foram comprometidas em significativa parcela de produtos.

NutriçãoN‐EPV030

COMPARAÇÃO DE FATORES QUE AFETAM AS PRÁTICAS DE ALIMENTAÇÃO COMPLEMENTAR ENTRE CRIANÇAS BEM NUTRIDAS E DESNUTRIDAS (IDADE DE 6-24 MESES)

Objetivos e Estudo

Os objetivos deste estudo são comparar os fatores que afetam as práticas de alimentação complementar entre crianças bem nutridas e desnutridas (idade de 6-24 meses) e determinar os fatores que têm uma influência positiva sobre as práticas de alimentação complementar.

Conclusões

A partir dos resultados deste estudo, podemos concluir que as mães sem instrução, as mães que interrompem a alimentação complementar durante uma doença e a higiene precária são os fatores mais significativos que levam à desnutrição das crianças. Enquanto os fatores que aumentam as chances de desnutrição são gravidezes não planejadas, não ter uma instalação de saúde na cidade, não usar regularmente os serviços de ANC durante a gravidez, ter um número maior de crianças menores de 5 anos em uma casa e ter um histórico familiar de desnutrição. As mães também devem ser instruídas sobre como oferecer alimentos de bom valor nutricional em vez de bebidas como chá ou suco nas refeições e também devem ser sensibilizadas e educadas sobre o conceito e a importância dos grupos alimentares na criação de uma criança bem nutrida.

Nossa
Opinião

Em países periféricos, questões culturais (suspender ou reduzir a alimentação durante processos infecciosos) e falta de acesso a saneamento básico costumam ter alto impacto na questão nutricional.

NutriçãoN‐PP007

PROJETO ‘ACTA’: POSIÇÃO DOS PEDIATRAS ESPANHÓIS DIANTE DE DIETAS VEGETARIANAS, ALIMENTOS ECOLÓGICOS E OUTRAS TENDÊNCIAS NUTRICIONAIS

Objetivos e Estudo

O crescente acesso à informação e a ausência de acordo em saúde e nutrição promoveram o surgimento de diferentes tendências nutricionais, não só em adultos, mas também em crianças. Para analisar a percepção de algumas delas entre os pediatras espanhóis, foi conduzido o projeto ACTA (Alimentos, Controvérsias, Tendências e Atitudes em Pediatria).

Conclusões

Pediatras mais jovens receberam mais perguntas sobre novas tendências e mostraram-se mais interessados em adquirir conhecimento. Bebidas vegetais não adaptadas e dietas vegetarianas foram consideradas um risco nutricional. Alimentos ecológicos não foram percebidos como uma vantagem em relação aos tradicionais.

Nossa
Opinião

Quem faz puericultura não pode ficar sem se posicionar ou saber conduzir famílias adeptas a novos comportamentos alimentares. Até mesmo para fazer contra referência dessas famílias para outros especialistas quando nos sentirmos insuficientes no manejo.

NutriçãoN‐PP008

O LEITE HUMANO DOADO É UMA FONTE INSUFICIENTE DE VITAMINA C PARA BEBÊS PREMATUROS

Objetivos e Estudo

Contexto O leite humano doado (DHM) é o padrão de cuidado para alimentação de bebês prematuros quando o leite materno (MOM) não está disponível ou em baixa quantidade. A vitamina C aumenta a absorção de ferro não-heme, é um antioxidante importante, e é necessária para a síntese de colágeno. Diferente do MOM, o DHM deve passar por múltiplos processos, incluindo a pasteurização, esterilização e congelamento. Existe pouca evidência sobre o impacto desses procedimentos em nutrientes sensíveis à luz e ao calor, como a vitamina C. Objetivo O propósito deste estudo foi medir a concentração de vitamina C em uma amostra nacional de DHM.

Conclusões

Como a vitamina C não é detectável em DHM, as concentrações são insuficientes para a nutrição de prematuros. Sendo assim, bebês prematuros que recebem DHM necessitam de uma fonte suplementar para fornecer 100% de sua necessidade diária de vitamina C (20-55 mg/kg/dia para bebês prematuros).

Nossa
Opinião

A quantidade baixa (ou indetectável) de vitamina C foi atribuída ao processo de pasteurização, esterilização e congelamento do leite humano.

NutriçãoN‐PP012

A ADEQUAÇÃO DO LEITE HUMANO COMO PARTE DE UMA DIETA MCT EM BEBÊS COM QUILOTÓRAX: ESTUDO CHYL

Objetivos e Estudo

Quilotórax é o acúmulo de quilo na cavidade pleural e ocorre como uma complicação pós-cirúrgica. O tratamento atual é uma dieta de triglicerídeos de cadeia média (MCT) por 6 semanas, onde 80% da gordura é derivada do MCT. Embora o efeito benéfico do leite humano (HM) seja bem conhecido, o HM não pode ser dado a pacientes com quilotórax devido ao seu alto teor de triglicerídeos de cadeia longa (LCT). O objetivo deste estudo foi analisar o valor nutricional do leite humano com baixo teor de gordura (LFHM) obtido com um método prático e sua aplicabilidade em bebês com quilotórax.

Conclusões

Este estudo usou um método prático (também adequado em casa) para extrair uma quantidade suficiente de gordura do HM. O LFHM deve ser fortificado com uma fórmula MCT para atingir um conteúdo energético adequado. Vitamina A e E são deficientes em LFHM. Outros micronutrientes mostram uma pequena redução, mas já têm uma ampla variação na linha de base. Mais pesquisas são necessárias para avaliar a aplicabilidade do LFHM em bebês com quilotórax.

Nossa
Opinião

Artigo incrível e de aplicabilidade imediata! Pacientes com quilotórax costumam ter altas taxas de desmame e desnutrição. Além disso, possuem tempo prolongado de internação.

NutriçãoN‐PP013

DIVERSIDADE DIETÉTICA MÍNIMA E CONSUMO DE ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS ENTRE CRIANÇAS BRASILEIRAS DE 6-23 MESES DE IDADE

Objetivos e Estudo

O estudo objetivou estimar a prevalência da diversidade dietética mínima (MDD) e do consumo de alimentos ultraprocessados em crianças de 6 a 23 meses de idade de acordo com variáveis ​​sociodemográficas.

Conclusões

A presença onipresente de alimentos ultraprocessados nas dietas das crianças brasileiras e a baixa frequência de alimentos diversificados, especialmente entre as populações mais vulneráveis, indicam a necessidade de reforço das políticas e programas para garantir uma nutrição infantil adequada e saudável.

Nossa
Opinião

O consumo de ultraprocessados foi maior nas populações com menor escolaridade e menor renda.

NutriçãoN‐PP026

ESTADO NUTRICIONAL DE CRIANÇAS DIAGNOSTICADAS COM TRANSTORNO DO ESPECTRO DO AUTISMO: UMA REVISÃO SISTEMÁTICA E META-ANÁLISE

Objetivos e Estudo

O transtorno do espectro do autismo (TEA) é uma incapacidade neurodesenvolvimental, que pode impactar o estado nutricional. Algumas evidências sugerem que as crianças com TEA têm pior estado nutricional do que crianças que se desenvolvem tipicamente (TDC). Portanto, esta revisão sistemática e meta-análise visaram avaliar as evidências explorando o estado nutricional em crianças com TEA em comparação com TDC.

Conclusões

Crianças com TEA apresentaram ingestão e níveis significativamente menores de micronutrientes e eram menores do que TDC, sem diferença de IMC. Isso sugere um retardo de crescimento plausível decorrente tanto do crescimento linear lento quanto do ajuste de peso em algum momento durante a infância. São necessários grandes estudos longitudinais baseados em populações multicêntricas para projetar intervenções futuras sob medida.

Nossa
Opinião

Pacientes com TEA estão sob maior risco nutricional: deficiência de micronutrientes e menor estatura para a idade do que pacientes neurotípicos.

NutriçãoN‐PP047

EFEITO DA SUPLEMENTAÇÃO DE VITAMINA D EM RECÉM-NASCIDOS A TERMO SAUDÁVEIS: UM ENSAIO CONTROLADO POR PLACEBO, RANDOMIZADO E DUPLO-CEGO

Objetivos e Estudo

Objetivo: Avaliar a eficácia da suplementação de vitamina D para a prevenção de deficiência de vitamina D em recém-nascidos a termo. Estudo: Ensaio controlado por placebo, randomizado e duplo-cego.

Conclusões

A suplementação de vitamina D em uma dosagem de 400 UI/dia desde o nascimento até os 6 meses em recém-nascidos a termo saudáveis resultou em uma diminuição da prevalência de insuficiência/deficiência de vitamina D sem a notificação de toxicidade. Mais ensaios clínicos randomizados em um grupo maior e em áreas geográficas diversas são necessários antes que a política de suplementação de vitamina D na Tailândia seja considerada.

Nossa
Opinião

400 UI por dia foi suficiente para reduzir a insuficiência e deficiência de vitamina D.

NutriçãoN‐PP065

CONCENTRAÇÃO DE VITAMINA A NO LEITE HUMANO DOADOR

Objetivos e Estudo

O leite humano doador (DHM) é o padrão de cuidado para alimentação de bebês prematuros quando o leite da própria mãe (MOM) não está disponível. A vitamina A é essencial para o desenvolvimento ocular, crescimento, cicatrização e prevenção da displasia broncopulmonar e infecções respiratórias no bebê prematuro. Ao contrário do MOM, o DHM deve passar por múltiplas etapas de processamento, incluindo agrupamento, pasteurização, esterilização e congelamento. Sabe-se que a pasteurização inativa a vitamina A, embora haja evidências limitadas sobre o impacto do processamento do DHM. O objetivo deste estudo foi medir a concentração de vitamina A em uma amostra nacional de DHM.

Conclusões

A concentração de vitamina A no DHM é semelhante ao que tem sido relatado no MOM. No entanto, a suplementação de vitamina A no bebê prematuro é necessária para atender a ingestão recomendada (365- 1000 μg/100 kcal).

Nossa
Opinião

Não houve diferenças entre o leite humano fresco ou do banco de leite em relação à quantidade de vitamina A. Mesmo assim, prematuros precisam de suplementação para atingir a recomendação diária.

NutriçãoN‐PP067

A SUPLEMENTAÇÃO DE ÁCIDO DOCOSAHEXAENOICO (DHA) MATERNO MELHORA A FUNÇÃO VISUAL E CEREBRAL EM LACTENTES PREMATUROS ALIMENTADOS COM LEITE MATERNO EM POPULAÇÕES COM DEFICIÊNCIA GENERALIZADA DE DHA

Objetivos e Estudo

Em recém-nascidos prematuros, o ácido docosahexaenoico (DHA) é essencial para o crescimento do cérebro, retina, imunomodulação. O DHA é acumulado pelo feto no último trimestre da gravidez. Neonatos prematuros podem precisar de 20‐ 60mg/kg/dia de DHA sem uma RDA clara. O consumo materno de 200mg/dia fornece um conteúdo de DHA no leite materno de 0,3% de ácidos graxos (AG) para bebês a termo. A deficiência de DHA é comum em mulheres do sul da Índia com ingestão de DHA de apenas <10 mg/dia devido principalmente a dietas vegetarianas e o conteúdo de DHA no leite materno é de 0,09%‐0,18% de AG. Em tais populações, hipotetizamos que a suplementação maternal de DHA melhorará resultados neurológicos, oftalmológicos e outros em prematuridade.

Conclusões

A suplementação materna de DHA em lactentes prematuros amamentados melhora a função ocular, pulmonar e cerebral em populações com deficiência generalizada de DHA.

Nossa
Opinião

Amostra de tamanho reduzido considerando-se a densidade populacional indiana. Os parâmetros deveriam ser reavaliados na fase tardia da infância. Funcionamento ocular e cerebral podem ser variáveis subjetivas de avaliar.

NutriçãoN‐PW011

SÍNDROME DE REALIMENTAÇÃO, O MÉDICO DE PRIMEIRO CONTATO SUSPEITA?

Objetivos e Estudo

A Síndrome de Realimentação (RS) é um condição prevenível e potencialmente fatal. Este estudo visa descrever a incidência de RS, seu gerenciamento e sua evolução em 4 meses em um centro pediátrico de terceiro nível, e se é suspeita pelo médico de primeiro contato.

Conclusões

A RS é frequentemente subdiagnosticada em crianças. Devido à alta incidência de desnutrição em nossa população, a maioria dos médicos de primeiro contato não reconhece essa síndrome, enfatizamos a importância de coletar os eletrólitos séricos na chegada ou após um longo período de jejum, destacando a importância do fósforo, potássio e magnésio, sendo cautelosos com a fase inicial da nutrição, e para priorizar a suplementação de eletrólitos e tiamina para evitar complicações.

Nossa
Opinião

Mesmo em um país periférico (México) com altas taxas de desnutrição infantil, 60% dos pediatras NÃO identificaram pacientes com risco de síndrome de realimentação. "O que enxergamos depende do que temos cognição para ver".

NutriçãoN‐PW013

AVALIAÇÃO DE CRESCIMENTO PRÉ-TERMO: AS MAIS RECENTES DESCOBERTAS SOBRE CORREÇÃO DE IDADE

Objetivos e Estudo

Importância: A evidência atualmente disponível sobre correção de idade para avaliação de crescimento pré-termo tem mais de 25 anos. A avaliação do crescimento de bebês prematuros corre o risco de identificar excessivamente o crescimento subóptimo, dependendo da correção de idade. Objetivo: Este estudo visa atualizar a evidência sobre a correção de idade até 36 meses usando dados recentes e tabelas de crescimento atualizadas.

Conclusões

Para crianças nascidas extremamente e muito prematuras, nossos achados apoiam a prática da correção de idade para todas medidas de crescimento, incluindo peso, comprimento/altura e perímetro cefálico, até os 3 anos de idade corrigida. Para evitar classificações de crescimento equivocadas entre crianças prematuras, são necessárias diretrizes para abordar as inconsistências clínicas existentes em relação ao ajuste da idade para prematuridade.

Nossa
Opinião

Corrigir a idade até 36 meses (ou menos se a criança entrar na curva). No Academy temos uma live sobre isso.

NutriçãoN‐PW022

EFEITO DE UMA MISTURA DE PROBIÓTICOS EM CRIANÇAS COM FEBRE E INFECÇÕES DO TRATO RESPIRATÓRIO SUPERIOR

Objetivos e Estudo

As infecções do trato respiratório superior (URTIs) são altamente relatadas em crianças pré-escolares em todo o mundo. Reconhece-se que probióticos podem melhorar a resposta imunológica ao equilibrar a composição do microbiota intestinal, fortalecendo assim o sistema de proteção contra vários patógenos, incluindo aqueles envolvidos em URTIs. No entanto, seu potencial efeito clínico em crianças com URTIs e febre é desconhecido. Este estudo visa avaliar a eficácia de uma mistura de probióticos contendo Bifidobacterium breve M‐16V, Bifidobacterium lactis HN019, Lactobacillus rhamnosus HN00 em crianças com febre e URTIs.

Conclusões

Este estudo mostra pela primeira vez que o uso das cepas probióticas Bifidobacterium breve M‐16V, Bifidobacterium lactis HN019, Lactobacillus rhamnosus HN001 reduz a duração da febre em crianças com URTIs.

Nossa
Opinião

Nesse estudo, o benefício foi a redução da duração da febre (reduziu em 2 dias).